PARTE II

Quando recebemos um estímulo (um som, uma luz, um aroma que nos chega), as células nervosas receptoras “especializadas” conduzem a informação a determinadas áreas do cérebro.

Há uma resposta eletroquímica.

 

 

 

Depois disso, a substância transmissora é eliminada ou retorna ao neurônio.

 

                                       

 

Há duas categorias de neurotransmissores:

* Excitadores

* Inibidores

Por exemplo, suponha que eu bata com um pequeno martelo no seu joelho. Os neurônios sensoriais excitam as células nervosas vizinhas. O impulso nervoso vai pelo axônio do neurônio motor. O músculo se contrai e a perna mexe subitamente.

Os neurotransmissores, dezenas estudados, estão seguidamente sendo secretados, liberados, quebrados, articulados no corpo humano. Moléstias, fenômenos psíquicos, drogas podem alterar o volume dessas substâncias em certas áreas promovendo surpreendentes e inusitadas manifestações subjetivas e comportamentais.

 

 


 

Enquanto aumenta a capacidade de processar dados do ser humano, durante o crescimento, aumenta também o cérebro anterior (administra o pensamento, a memória, a fala, a análise de informações oriundas de todo o corpo, a satisfação das necessidades perenes como o sono, a temperatura, a defesa e a reprodução). O cérebro médio (administra certos dados sensoriais e alguns músculos) diminui, e o cérebro posterior (administra a circulação, a respiração, a digestão, o equilíbrio, os reflexos, as funções vitais) tende a permanecer do mesmo tamanho.

O córtex (significa “casca”) é quem nos dá condições de processar os dados. É a parte enrugada e repleta de dobras que aparece na superfície do cérebro.

 

 

                     

 

Divide-se em dois hemisférios.

 

                              

 

Cada hemisfério controla uma parte do corpo; o hemisfério esquerdo, a parte direita, e o hemisfério direito, a parte esquerda do corpo.

O córtex é subdividido em quatro lóbulos: frontal, na região da testa, (processa o planejamento de atividades complexas, a linguagem, interpretação, e certos impulsos motores precisos como os que são realizados na dança); parietais (processam dados referentes a administração da palavra e dados relativos à superfície do corpo: posição, temperatura, toques, movimento); temporais, logo acima das orelhas (processam dados auditivos); e occipitais, na parte posterior (recebem e processam os dados visuais).

 

 

No interior do segmento anterior do cérebro existe um conjunto de células denominado tálamo: é aí que se encontram as informações sensoriais que são enviadas à superfície do córtex. O tálamo participa também no sono e na vigília.

 

                   

Existe no cérebro também o sistema límbico (significa “fronteira”): conjuntos de neurônios muito ligados entre eles mesmos. Esses conjuntos estão localizados exatamente nas fronteiras dos hemisférios cerebrais. Este sistema inclui o hipocampo, o septo, a amígdala, o giro cingulado, e partes do hipotálamo e do tálamo.

O sistema límbico está muito envolvido nas emoções e em determinadas atividades subjetivas humanas: sono, sede, fome, medo, hostilidade, brandura, sexo etc.

 

          

 

O hipotálamo (do tamanho de um grão de feijão) ocupa o centro geográfico desse sistema e tem função importantíssima.

 

Se você estiver com fome e com frio, ele age dando a sensação física da fome, e pode levar a ativação do sistema nervoso autônomo para amenizar a sensação do frio. É uma espécie de maestro. Age também no sistema endócrino (glândulas sem canaletas para secreção para fora do corpo; por isso, lançam o que secretam diretamente na corrente sangüínea: os hormônios).

O hormônio vai atingir células distantes e em qualquer região do organismo. Os hormônios atuam no crescimento, na sexualidade, na emotividade etc.

 

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